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Depoimento de Rubens Wagner
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Metadados descritivos (INBCM/Ibram)
Miniatura
Número de registro
MCOM 0413-S
Denominação
Áudio em fita magnética
Título
[Depoimento de Rubens Wagner]
Autor
Acervos MuseCom
Resumo descritivo
Depoimento do radialista e publicitário Rubens Wagner para Edneia Barbosa e Roberto Antunes Fleck do Museu de Comunicação Social Hipólito José da Costa com duração de 2h51min.
O registro trata da trajetória e reflexões do comunicador, cuja carreira se entrelaça com a história da comunicação no Brasil ao longo do século XX.
Rubens Wagner conta que iniciou sua trajetória como repórter por vocação. Desde cedo demonstrou interesse pela comunicação, escrevendo crônicas aos 10 anos e, já como repórter, entrevistando figuras políticas de destaque como Getúlio Vargas, Mário Covas, Franco Montoro, Fernando Henrique Cardoso e José Serra. Sua carreira se desenvolveu entre São Paulo e Porto Alegre, onde participou da fundação da TV Gaúcha e teve papel central na consolidação da Rádio Mulher. Em São Paulo, chegou a ser superintendente de uma emissora, cargo que lhe conferiu autonomia e responsabilidade sobre decisões editoriais e comerciais, além de protagonizar campanhas publicitárias de grande impacto.
Ao longo do depoimento, Rubens compartilha alguns episódios pitorescos e cômicos dos bastidores do rádio e da televisão, como entrevistas com políticos hipocondríacos, gafes ao vivo e boatos que geraram confusão policial. Ele também descreve o ambiente efervescente da TV Gaúcha, com comerciais feitos ao vivo e a presença marcante das garotas-propaganda, além de relatar os desafios técnicos e criativos da época. Demonstra um olhar crítico e bem-humorado sobre os colegas, os bastidores da imprensa e os mecanismos de poder que permeavam a mídia.
O comunicador aborda com franqueza o período da ditadura militar, afirmando que, embora houvesse censura e autocensura, conseguiu manter sua atuação profissional respeitando os limites impostos. Ele critica com veemência a censura econômica contemporânea, que, segundo ele, compromete a liberdade de imprensa ao submeter os veículos aos interesses de grandes anunciantes e do poder público. Essa crítica se estende à transformação do jornalismo em ferramenta de marketing político e institucional, o que, em sua visão, enfraquece o papel fiscalizador da imprensa.
Rubens também reflete sobre o futuro da comunicação, lamentando a perda de espaço para conteúdos mais elaborados no rádio, como as radionovelas, substituídas por música, esporte e notícias. Ele defende que ainda há espaço para narrativas românticas e melodramáticas, desde que adaptadas à realidade contemporânea, e acredita que o rádio pode ser revitalizado com criatividade e foco na comunidade.
*Resumo gerado por inteligência artificial.
Dimensões
05 fitas cassete de áudio
Material/técnica
Local de produção
Data de produção
16/07/1997
Condições de reprodução
Acervo protegido pela Lei 9.610/98. Proibida a reprodução para fins comerciais sem a autorização dos detentores legais do direito. Obrigatória a citação da referência para fins acadêmicos e expositivos.

