Resumo descritivo
Depoimento de Ary Marinho, conhecido como Pinguinho, para o Museu de Comunicação Social Hipólito José da Costa com duração de 59 min.
Nascido em 1909 no município de Santa Maria, o artista descreve sua trajetória a partir da mudança para Porto Alegre ainda jovem, onde se envolveu com o teatro popular, atuando em peças dramáticas e comédias em espaços improvisados como o Teatro de Emergência. Paralelamente, trabalhou como alfaiate, conciliando a vida artística com o ofício.
A entrada de Pinguinho no rádio se deu por meio da Rádio Difusora, onde formou a dupla humorística Pinguim e Truvisco, posteriormente conhecida como Pinguim e Carne Assada. Com uma voz marcante e espontânea, conquistou o público em programas humorísticos e de variedades, como “Conversa de Compadre” e “Aula de Dona Rita”. Atuou também nas Rádios Farroupilha e Gaúcha, sempre mantendo forte vínculo com o público e com os colegas de profissão.
Além do rádio, Pinguinho teve experiências na televisão, especialmente na TV Piratini, e no circo, onde destaca a emoção de se apresentar para públicos humildes, como crianças e idosos. O artista relata seu sentimento de marginalização na fase final da carreira, quando os programas ao vivo foram substituídos por gravações, e os artistas locais perderam espaço para produções vindas de São Paulo e Rio de Janeiro.
Ao longo do depoimento, Pinguinho compartilha reflexões sobre a arte, o valor do trabalho, a fidelidade às raízes gaúchas e a importância de se doar ao público. Sua fala é permeada por emoção, saudade e crítica ao modelo de produção cultural que, segundo ele, deixou de valorizar o artista humano em favor do lucro e da automatização.
*Resumo gerado por inteligência artificial.