Resumo descritivo
O depoimento de Jorgeh Ramos, ator com mais de 20 anos de carreira, trata de sua trajetória no teatro amador, televisão e do seu extensivo trabalho com dublagem. O registro tem duração de 1h.
Ele critica a dependência da televisão brasileira em produções estrangeiras, que considera um processo de colonização cultural, e lamenta a falta de um modelo de radiodifusão genuinamente brasileiro. Ramos relata a luta da categoria pela regulamentação da profissão, conquistada em 1978, e pela defesa dos direitos autorais dos intérpretes, destacando que a criatividade do ator também é uma forma de autoria.
Ramos denuncia a desigualdade nas relações entre capital e trabalho, a fragilidade do cumprimento das leis e a corrupção que permeia o sistema, exemplificando com casos em que emissoras de TV ignoraram decisões judiciais. Critica a centralização da produção televisiva no eixo Rio-São Paulo, que reduziu oportunidades de trabalho e gerou competição desleal, levando à degradação moral e social dos profissionais.
Para o artista, essa lógica implantada após 1964, alinhada aos interesses do capital estrangeiro e do regime militar, instaurou uma filosofia de sobrevivência que destruiu valores como solidariedade e fraternidade. O ator defende uma reflexão profunda sobre democracia, afirmando que o modelo representativo brasileiro é ilusório e serve aos interesses do poder econômico, não da maioria. Para ele, uma verdadeira democracia exige controle popular sobre economia, cultura, comunicação e propriedade rural, garantindo participação efetiva e poder de veto.
O entrevistado também explica a criação da ASA (Associação dos Atores em Dublagem, Cinema, Rádio, Televisão, Propaganda e Imprensa), voltada à defesa dos direitos autorais, e critica a resistência das empresas em reconhecer a propriedade intelectual do artista, mesmo prevista na Constituição. Ele conclui alertando para a necessidade de transformação estrutural da sociedade, pois a atual está corrompida e em crise de credibilidade.
*Resumo gerado por inteligência artificial.