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Depoimento de Dorival Cabrera
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Metadados descritivos (INBCM/Ibram)
Miniatura
Número de registro
MCOM 0425-S
Denominação
Áudio em fita magnética
Título
[Depoimento de Dorival Cabrera]
Autor
Acervos MuseCom
Resumo descritivo
Depoimento do ator e maquiador Dorival Cabrera ao jornalista Roberto Antunes Fleck, do Museu de Comunicação Hipólito José da Costa, com duração de 2h27min50s.
Dorival Cabrera fala sobre sua trajetória como ator e maquiador na televisão e no rádio do Rio Grande do Sul, especialmente durante o período da TV Piratini. Cabrera compartilha suas experiências com caracterizações teatrais e maquiagem, revelando como grande parte de seu aprendizado foi autodidata, com práticas intuitivas, testes, e adaptações criativas, especialmente diante da escassez de materiais adequados em Porto Alegre. Ele menciona o convênio da TV Piratini com a marca Max Factor, que possibilitou acesso a produtos de qualidade para caracterizações mais exigentes.
Cabrera também relata a rotina de produções como o Grande Teatro, peças de comédia e dramatizações religiosas durante a Semana Santa, como Os Dez Mandamentos e Paixão de Cristo. Ele descreve a convivência com colegas, o ambiente familiar entre os profissionais e episódios marcantes, como conflitos com atores vaidosos ou mudanças de elenco. Comenta ainda sobre o fim gradual das produções locais, com a chegada das novelas em fita (tape) de outras regiões, que acabaram por desmantelar os departamentos de teleteatro locais.
Outro ponto relevante é sua passagem pela Rádio Farroupilha, onde participou de novelas e programas, bem como a convivência com figuras importantes como Darcy Fagundes, Antônio Diniz e Maria Panerai. Ele lamenta as dificuldades enfrentadas por autores locais, como Maria Panerai, que teve pouco espaço para suas obras no rádio. Relata também o cancelamento da novela As Pupilas do Senhor Reitor, em que interpretava o personagem-título, devido a um impasse envolvendo atrizes dispensadas da rádio, o que acabou comprometendo sua projeção como revelação do ano.
O depoimento também aborda a censura da época, as limitações técnicas, a criatividade para contornar dificuldades e os impactos das decisões administrativas nas trajetórias individuais. Com tom nostálgico e reflexivo, Cabrera revisita episódios que marcaram sua carreira e registra a importância da colaboração e do respeito entre colegas em uma fase pioneira da televisão e do rádio no sul do país.
Em um segundo momento o entrevistado fala sobre sua atuação em alguns dos filmes do Teixeirinha, tanto como maquiador quanto como ator, interpretando várias vezes padres. Cabrera fala sobre essa personalidade marcante da cultura gaúcha, Teixeirinha, sob vários aspectos, como sua vaidade, sua persona nos filmes, seu relacionamento com os funcionários, e sua relação com Mary Terezinha. Cabrera fala como ele e sua mulher, que também era maquiadora, eram próximos da família de Teixeirinha, que os viam como amigos da família e não somente funcionários.
Por fim, Dorival fala um pouco sobre seus empregos mais recentes, como após o fim da televisão local ele foi para São Paulo por uns dias, mas acabou voltando a Porto Alegre porque não queria ficar longe da família. Ele consegue então um emprego na Caldas Júnior, através da conexão que seu pai tinha com Hilton Caldas. Ele sai por um breve período após ser convidado para voltar à televisão, por Nelson Cardoso, em uma tentativa de reavivar o teleteatro.
Dimensões
04 fitas cassete de áudio
Material/técnica
Local de produção
Data de produção
dez. 1997
Condições de reprodução
Acervo protegido pela Lei 9.610/98. Proibida a reprodução para fins comerciais sem a autorização dos detentores legais do direito. Obrigatória a citação da referência para fins acadêmicos e expositivos.

