Resumo descritivo
Depoimento de Athaíde de Carvalho ao Museu de Comunicação Social Hipólito José da Costa, com duração de 52min.
O depoimento é um relato detalhado e nostálgico de sua trajetória no rádio, atuando no jornalismo e na publicidade. O entrevistado descreve sua infância em Sant’Ana do Livramento, onde já demonstrava interesse por contar histórias, o que mais tarde o levou à comunicação.
Aos 14 anos começou sua carreira como autor amador de peças radiofônicas na Rádio Imembuí de Santa Maria, conciliando essa atividade com o trabalho como repórter e chargista no jornal A Razão. Ele relembra com carinho os colegas e o ambiente da rádio, destacando o improviso, a paixão e o amadorismo que marcavam aquela época.
Athaíde fala também sobre sua inspiração em músicas eruditas para criar roteiros românticos, típicos da época, e sobre o envolvimento com grupos estudantis de teatro. Ele também comenta sobre a importância da entonação e da expressividade vocal no rádio, além dos ensaios e da preparação dos atores.
Ao se mudar para Porto Alegre em 1950, buscou oportunidades na Rádio Farroupilha, onde começou como figurante e redator de notícias. Apesar das dificuldades iniciais e críticas recebidas, especialmente de Walter Ferreira, Athaíde encarou tudo como aprendizado e se dedicou a aprimorar sua escrita e compreensão do rádio-teatro.
Em 1954, estreou como autor com a peça “Marga, a Amante do Mar”, no Grande Teatro Farroupilha, marcando um ponto alto em sua carreira. Relembra com emoção o elenco e a produção da peça, ressaltando o quanto significou ver seus textos interpretados por grandes nomes do rádio. Ao longo do depoimento, transparece sua paixão pela comunicação, sua humildade diante das críticas e sua determinação em evoluir profissionalmente.
*Resumo gerado por inteligência artificial.